Por que "desfilar coleções" é importante?


Passarelas de moda, lugar de aparecer e mostrar suas criações

Apresentar roupas em modelos vivos foi uma importante inovação na moda e, se considerada em perspectiva histórica, bastante recente. Em 1860, o chamado pai da alta-costura Charles Frederick Worth começou a apresentar suas criações em mulheres que circulavam nas corridas de cavalo, frequentadas pela alta sociedade. Não era um desfile no sentido atual do termo, mas um modo mais natural de apresentar as roupas e incentivar o desejo por elas em função daquilo que se via.


Entre as décadas de 1920 e 1940, essa apresentação das roupas em pessoas se tornou um procedimento esperado dos criadores de moda e, tanto eventos em lugares específicos e especiais, quanto a realização de desfiles dentro dos ateliês dos criadores, tornaram-se a praxe. Assim como obras de arte eram apresentadas em galerias, as roupas - que naquela época buscavam o mesmo status - eram desfiladas para serem admiradas e adquiridas mas, em grande medida, para apresentar o criador como gênio e artista.


Logo após a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de reconstruir e reestabelecer o consumo de moda, tanto nos Estados Unidos quanto na França, diferentes ações que desejavam estabelecer um marco temporário aos desfiles - uma semana ou alguns meses - começaram a despontar. A ideia de apresentações coletivas teve início e, também, a percepção de que esses eventos de moda fortaleciam a importância do setor.


Mas foi na Itália dos anos 1950 que o desfile como o conhecemos hoje surgiu. Alguns padrões foram criados: uma agenda obedecida por diferentes criadores, um calendário concentrado, a atenção da mídia, a elevação da cidade ao conceito de fashion capital (que naquele momento era Florença que mais tarde perdeu seu lugar para Milão), são algumas das novidades criadas pelos italianos. A ideia, por trás dos desfiles, passou a ser promover a cidade, a moda e a indústria locais tendo a mídia como apoiadora e parceira desses eventos. Quantos mais talentos se revelassem, mais os negócios seriam promovidos.


Com base nessas premissas, se estabeleceu a necessidade de apresentar coleções em desfiles, a ponto de que jovens estudantes também querem "desfilar" em um ou em outro lugar. É praticamente um divisor de águas ter presença em um desfile, pois isso significa participar de um seleto grupo de criadores que terá visibilidade a partir do apoio da mídia e também institucional dos eventos. Faculdades, associações, pequenos grupos ou grandes empresas, com esse objetivo, organizam seus próprios desfiles. O sucesso de uma marca ou criador nessas ocasiões, muitas vezes determinado pela crítica da mídia, pode ser um dos maiores impulsionadores de uma carreira.


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