O Futuro das Semanas de moda



Gucci Outono Inverno 2020


A moda é extremamente conectada ao mundo concreto, e a pandemia do Covid 19 nos comprovou isso. Sem lojas abertas, sem fábricas funcionando, sem os eventos de red carpet e sem os desfiles, a indústria da moda tem sido uma das mais afetadas pelos últimos eventos de impacto global. Por isso, a reinvenção é inevitável e as semanas de moda - que são o principal veículo de promoção e prestígio das marcas -, estão sendo repensadas em novos formatos.


A semana de moda masculina de Londres já aconteceu no formato digital e o resultado - intitulado pelos organizadores de "Netflix Fashion" - foi uma plataforma com desfiles, catálogos, lives, documentários e playlists. Muito mais do que roupas, houve um enorme movimento de promoção da inclusão, da diversidade e da sustentabilidade. Um exemplo é Daniel Fletcher, designer ganhador do programa de TV "Next in Fashion", que apresentou uma coleção com materiais que já estavam seu ateliê. Além disso, ele prometeu doar 10% de suas vendas para o movimento do Black Live Matters.


De acordo com canais como a Vogue e o New York Times, a maior mudança nos desfiles é seu formato virtual. Simplesmente transmitir os desfiles em formatos de live não parece ser mais suficiente para o mundo 100% digital. Ou seja, muitos desfiles estão sendo criados com inspiração em jogos de computador, com realidades extraordinárias e utópicas.


Mesmo antes da pandemia algumas marcas mais arrojadas e caracterizadas pelo seu avanço conceitual, como a própria Off-White, já estavam testando o formato virtual misturado com o real: pessoas ao vivo viam o cenário do desfile de uma forma e no digital de outra. Durante a pandemia, pudemos ver que essa proposta tornou-se mais madura e algumas marcas apostaram no formato 100% virtual, como é o caso da africana Hanifa, que se tornou notícia ao fazer uma coleção em mockups 3D.



Bastidores Xangai Fashion Week Digital


Esse novo formato democratiza os desfiles pois acaba atingindo uma quantidade muito maior de pessoas, que foi o caso a semana de moda digital de Xangai em março com mais de 11 milhões de visualizações únicas. Dessa maneira, o contato direto com o público influencia também as compras, e acaba facilitando o modelo de see now buy now (veja agora, compre agora), quando, ao invés do consumidor ver esse item fisicamente na loja depois de 6 meses, ele consegue comprar imediatamente online.


Apesar de já ser possível observar essas transformações impactando nos desfiles, o real divisor de águas para a consolidação de um novo modelo serão as semanas de moda mais importantes do setor: Paris e Milão. Ambas cidades estão organizando a semana de moda no formato digital, e com as grandes marcas tomando parte do evento, será possível entender se o virtual veio para ficar e como ele irá se consolidar.


O que marcas como Chanel e Gucci já anunciaram é uma redução da quantidade de coleções e, por consequência, de desfiles: a experiência física, assim que possível, voltará a acontecer, pois é onde elas afirmam sua exclusividade.

Portanto, com as mudanças na indústria da moda acontecendo dia após dia, é necessário entender as novas formas de se comunicar com seu consumidor de forma que cada modelo de negócios não perca a sua essência, mas possa se reinventar de maneira inovadora e sustentável.


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