Jogo de damas em 2021: Paris se rende ao xadrez


Saint Laurent e seu espetáculo xadrez em Paris

Uma das passarelas mais esperadas do ano é a parisiense e, via de regra, tudo o que acontece por lá, acaba se refletindo em diferentes pontos do planeta, simplesmente porque Paris é Paris. Capital incondicional da alta-costura, mas também inspiração do prêt-à-porter, Paris nos mostra como ser descontraído e chique ao mesmo tempo.


Chamamos a atenção para o uso do xadrez como voz predominante e que anuncia um inverno com um ar de British-Style. Sim, porque apesar do xadrez ter uma presença global, foi a partir da Escócia e de seus famosos tartans, que o xadrez se difundiu pelo mundo, se transformou e atualizou, criando uma certa independência estilística. O xadrez deixou de ser considerado um padrão étnico há muito tempo; aliás, ninguém nem sequer pensa nisso. No século 19 o xadrez vinculou-se à alfaiataria masculina e no século 20 invadiu o streety-style sendo adaptado por inúmeras culturas urbanas, dos punks aos rappers. O que esperar do xadrez no século 21?


Pois bem, parece que há lugar para todos os xadrezes no universo feminino, sem distinção. Sem dúvida, os menores e discretos quadriculados, baseados no pied-de-poule tem presença garantida no inverno 2021, mas é o verdadeiro tartan, classificado pela sua dupla simetria (horizontal e vertical), que chega dominando o cenário, muito colorido e misturado. Sim, pois além de tudo, peças que combinam ou descombinam diferentes tipos de xadrez, também terão destaque daqui a doze meses.


São muitos os exemplos do xadrez nas passarelas parisienses que acenam para o inverno 2021. Alguns, é claro, se destacam e merecem muitos comentários. Vamos a eles:


Ralph & Russo

Ralph & Russo simplesmente nos encantou com sua passarela de estampas e padronagens xadrez. Notem que ele mistura diferentes tecidos que simulam o mesmo padrão - sim, pois uns são estampas e outros fios tintos -, usando volumes nada usuais para esse tipo de tecido. Devemos lembrar que raras vezes vimos nas passarelas babados e franzidos com xadrez.


Alguém poderia ter dito que não combina ou que não fica bem, mas não é isso que se vê. Aliás, existe uma sobreposição incrível, com camadas translúcidas e opacas, com texturas mais rústicas e mais suaves que, incrivelmente, transformam o tradicional xadrez num jogo visual muito interessante.


Alexander McQueen

Nos apaixonamos também pela classe de Alexander McQueen. Essa ideia de fazer o clássico composè positivo-negativo entre o avesso e o direito da peça, realmente não é nova. No entanto, usar inclusive a posição no viés do xadrez como elemento constitutivo da modelagem que tem recortes diagonais, é realmente incrível. Isso sem contar que o perfeito encaixe entre mangas e frente e costas da peça, é um exercício de alta-costura, de muita técnica e perfeição.


Os diferentes looks de sua coleção mostram essa visão mais sofisticada do xadrez pela redução cromática e pelo alinhamento à modelagem, caracterizando McQueen como uma marca genuinamente britânica.





A italiana Miu Miu, por sua vez, trouxe para as passarelas parisienses um ar retrô no mais verdadeiro British Style. Com elementos típicos da cultura beat, o clássico argyle aparece na malharia, como deve ser, em composição que mistura tamanhos e cores dentro da mesma paleta. Lembrando que o macacão de malha mais o suéter curto com abotoamento nos leva aos anos 50 com a renovação de um clássico, que é o famoso twin-set.


Apreciar esse jogo de referências é fundamental para compreender o xadrez em 2021.






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