A moda chega aos museus

Quando é sinal de cultura entender de moda


Exibição sobre rendas no Palazzo Morando em Milão


A chegada da moda aos museus é um fato muito recente se pensamos que a invenção desses lugares que reúnem objetos com o objetivo de seu estudo e de compreensão do mundo data mais ou menos do século 13 (entre 1200 e 1300). Inicialmente, pessoas muito ricas (principalmente os reis e a corte), juntavam objetos considerados estranhos, do céu, da terra e do mar, com o objetivo de olhá-los e aprender algo.


Essa noção certamente transformou-se, mas uma essência de excentricidade sempre esteve viva. Objetos antigos, raros, valiosos, feitos a mão etc., passaram a povoar os museus do século 20. Peças de vestuário raramente faziam parte de acervos, pois eram consideradas detentoras de pouco valor e, razoavelmente comuns e sem interesse.


Nas duas últimas décadas, com a ampliação do poder da imagem pela fácil disseminação nos dispositivos digitais e redes sociais, tudo o que é vistoso ganhou espaço nos museus. A época das grandes exibições vem desenhando as preferências do público no século 21 que quer ir ao museu para impressionar-se com a experiência. Assim, duas curiosidades são observadas:

  1. Não só exposições "de moda", mas também temas sociais ou científicos em geral, têm incluído roupas e acessórios de moda nos roteiros expositivos.

  2. As exposições "de moda" não se limitam mais aos museus temáticos, mas também aos museus de arte, de história, de ciências etc.



Museu Fortuny em Veneza, com tecidos criados por Mariano Fortuny


Para entender o papel que as exposições de ou com artefatos da moda assumem atualmente, é necessário reconhecer a moda como uma produção cultural que expressa um determinado contexto. Por isso, por meio da moda, podemos falar de diferentes assuntos, como ciência e tecnologia, artes e decoração, mundo do trabalho e da educação e assim sucessivamente.


Assim, os mais importantes museus do mundo e também os mais locais, têm investido em organizar exposições que narrem por meio da moda a história que se prentende apresentar. Exposições de trajes típicos ou históricos (como roupas chinesas), de roupas oriundas de uma personalidade (como Lady Di), que homenageiam um único criador (um exemplo seria Dior ou Balenciaga), figurinos teatrais (de balés ou peças) e tantas outras têm sido propostas com incrível sucesso de público. Também alguns temas, como por exemplo a "vulgaridade", ou a revolução cultural da década de 1960, foram contadas em diferentes museus, totalmente apoiadas nas roupas de acervos diversificados. Nesse caso, a exibição é quase um livro, uma maneira única de se discutir ou compreender um conceito, provando a diversidade de assuntos que a moda tangencia.


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