Vendas na pandemia

A indústria da moda mundial está se perguntando qual será o impacto da pandemia no setor, pois com lojas fechadas e os usuais consumidores em casa, o consumo de roupas e acessórios diminuiu drasticamente.

Segundo o relatório da consultoria McKinsey & Company haverá uma retração financeira em torno de 30% na moda global. Por isso, para sobreviver, empresários estão pensando de maneira criativa, desenvolvendo novas estratégias e revendo seus valores e suas práticas, tentando driblar a crise que já muito acentuada principalmente no varejo que, como de costume, é o primeiro setor a sentir a crise, já que lida com o consumidor final diretamente.


Marina Antunes, em sua loja World Concept



Diferentemente do que pode ser visto nas capitais brasileiras em geral e na cidade de São Paulo em especial, o varejo de moda do interior do estado é baseado em lojas “multimarca”, que compram as coleções de muitos fornecedores no chamado atacado. Esses lojistas selecionam peças para seus clientes fiéis fazendo uma espécie de curadoria de produtos com o objetivo de atender o gosto de seu público. Marina Antunes, de Sorocaba, é uma dessas empresárias: junto com sua irmã e seu pai, cuida da World Concept e da World Company, que são lojas de propriedade da família.


Com 28 anos de experiência no mercado, em entrevista à Fashion For Future, Marina afirmou que nunca tinha vivido, até agora, um momento com tanta tensão e incertezas. Mesmo nos momentos de crise e de instabilidade financeira do Brasil ao longo destas quase três décadas de história desses pontos comerciais, eles cresceram e se fortaleceram, a ponto de terem se tornados uma referência importante na região.


Normalmente, Marina e sua irmã escolhem o mix de produtos que será comercializado de duas a quatro vezes por ano dependendo da marca. Em geral, as peças chegam 3 meses depois da compra e elas as distribuem em suas duas lojas físicas. As empresárias já conhecem muito bem a clientela e, pensando nela, pesquisam novas tendências trazendo sempre produtos que serão procurados. Marina destaca essa relação como ponto forte para ter vendas bem assertivas.


Exterior da loja World Concept



Surpreendentemente, este ano tem sido diferente. Desde o fim do mês de março as lojas fecharam por decreto do governo do estado de São Paulo em virtude da pandemia do Covid-19.. Em tempo recorde - apenas 3 dias! - as proprietárias montaram um e-commerce que, na verdade, apenas antecipou uma ideia que já estava em suas mentes antes mesmo do ocorrido, mas que não era assim tão necessária, pois, afinal, suas lojas são muito conhecidas na cidade.


A análise do que vem ocorrendo desde então, combina avanços e retrocessos. Apesar das vendas terem diminuído 60%, as oportunidade cresceram, pois agora elas estão entregando roupas até no Acre, a ponto de que já é quase certo que o contato online permanecerá. "A ideia é manter o e-commerce mesmo depois da pandemia, principalmente com as roupas de outlet, já que o custo da loja física nunca compensou os descontos", afirma Marina.


Mas essa implantação não se limita, apenas, à instalação de um novo canal de vendas. A empresária acredita que a melhor maneira de se relacionar com os clientes neste momento delicado é se mostrar verdadeira preocupação com a saúde e segurança de todos. Por isso, utilizando principalmente o Whatsapp para se comunicar, Marina manda mensagem aos clientes de longa data sem a intenção de vender, somente se solidarizando. As lojas também concederam férias para a maioria dos funcionários contribuindo com o distanciamento social e, assim, apenas uma vendedora em cada loja está trabalhando com o objetivo de separar os pedidos delivery.


Os fornecedores tradicionais das lojas também tem colaborado neste momento. A Canal, por exemplo, uma das marcas mais vendidas na World Concept, aceitou cancelar os pedidos sem nenhuma cobrança, mesmo já tendo produzido uma parte da coleção. A marca Lulu, por sua vez, fez seu showroom online para que ninguém precisasse sair de casa.


O timing do varejo também é outro neste momento. Em contínuo contato com as marcas atacadistas, Marina acredita que somente final de agosto a nova coleção chegará nas lojas, o que normalmente acontece em julho. Por isso, as liquidações neste ano irão durar mais tempo.


Mesmo estando com as lojas fechadas, as clientes mais fiéis não deixaram de comprar. Marina conta que elas selecionam as peças e dizem que podem guardar para usar no próximo ano.


No fim, Marina acaba concordando com o que a maioria dos especialistas têm afirmado. Mantendo as clientes antigas e conquistando novos mercados com a venda online, Marina Antunes acredita que essa crise pode aumentar suas fronteiras de vendas e mudar a perspectiva de pequenos negócios com novos movimentos de consumo e da digitalização do varejo.


Para conhecer a World Company acesse:

https://www.bagy.com.br/worldconcept

Instagram: @worldconcept

Interior da loja World Concept

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