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Porque essas são as marcas mais desejadas do momento


Valentino: Pink e preto e os sneakers com materiais sustentáveis


A respeitadíssima plataforma Lyst, divulgou recentemente a sua tradicional lista de marcas e produtos de moda mais desejados, referente ao primeiro trimestre de 2022. Poucas mudanças em relação ao que ocorreu na última etapa de 2021 (e mesmo ao longo do ano) nas dez primeiras colocadas, pois, no fim, o Made in Italy segue líder: desta vez, 7 das dez marcas "mais hottest" têm seu pé na Itália.


O que é a Lyst?


Antes de tudo, cabe uma breve explicação sobre, afinal, o que é a Lyst. Segundo a própria empresa, "Lyst é uma empresa de tecnologia de moda e um app de compras premium. Com mais de 160 milhões de clientes por ano, nós oferecemos a maior linha de produtos das maiores 17 mil marcas e lojas. Para marcas e lojas, nosso objetivo é potencializar o sucesso online." Assim, com base nos dados da navegação nesse e em outros aplicativos e marketplaces de moda, a Lyst consegue apontar com bastante fidelidade o que as pessoas estão desejando em termos de marcas e de produtos.


Podemos, provavelmente, abrir um parêntesis para a palavra "desejando." Obviamente a procura por essas marcas e produtos é um bom indício de que lá existe um consumidor em potencial, mas não só. Essa procura também pode indicar curiosidade, pesquisa, informação etc. Já faz tempo que comprar efetivamente deixou de ser o único sintoma do sucesso de uma marca.

É assim então que a Lyst consegue gerar os dados tão fieis e atualizados sobre o que está acontecendo no universo do consumo de moda de produtos premium em uma escala global. Com milhões de usuários que vão além dos que efetivamente deixam seu número de cartão de crédito na plataforma, todos os dias ela recolhe as informações do que as pessoas andam vendo, inclusive nós e você. Tudo isso analisado, gera a famosa lista que já é uma referência com uma mini-reflexão, na forma de bullets, que mostram ações das marcas que supostamente ajudaram a colocá-las num lugar de destaque.


Falem bem ou mal, mas falem de mim


A presença da Miu Miu no décimo lugar das marcas mais quentes é uma prova de que "causar" - para o bem ou para o mal -, acaba atraindo a atenção para a busca da informação. A super minissaia da marca é apontada pelo site Russh, como a grande motivação do sucesso sob a "perspectiva da internet."


Miu Miu tem tido um verdadeiro grande ano. Desde o ponto de vista da internet, isso ocorreu desde que uma única peça se tornou viral como a minissaia da Sra. Prada na coleção Primavera-Verão de 2022 com diferentes combinações de crop tops a reboque.

A tal da micro minissaia foi objeto de questionamento desde a perspectiva dos corpos (como um dos textos de Vanessa Friedman para o New York Times) até do gosto, como ocorreu com as críticas ao look que a jovem Maísa usou em algum desses programas de televisão. Não importa: o fato é que a expressão Miu Miu passou a ser falada até por quem jamais tinha ido além da Prada...



Maísa e a minissaia da Miu Miu


Claro que a décima posição na lista não se deve só à minissaia, que sempre despertou curiosidade - de Mary Quant ao caso "de polícia" gerado pela hostilização da então estudante Geisy Arruda em 2009 (lembra?) ao usar na faculdade um minivestido -, pois a empresa também retornou para as passarelas masculinas e desenvolveu um sneaker só seu em parceria com a New Balance. Tudo isso, claro, gera mídia espontânea desesperada por novas notícias na moda.


A presença italiana na Lyst


E a presença italiana na famosa lista segue e os outros seis nomes são Fendi, Bottega Veneta e Moncler na nona, oitava e sétima posição respectivamente; depois Valentino e Prada em quinta e quarta posição e, finalmente, a Gucci em segunda colocação logo atrás da Balenciaga, que causou muito com Kim Kardashian e Justin Bieber em suas campanhas, isso sem contar o último lançamento do tênis super destruído (que certamente vai colocá-la em lugar de privilégio na próxima lista do segundo trimestre, pelas mesmas razões: controvérsia).



A Fendi também tem tido bons momentos resgatando os anos 2000


Mas, voltando à Itália, por que sua presença é tão forte entre as mais desejadas premium? As razões são muitas e, sem dúvida, a qualidade do produto ou a tal excelência italiana está entre os motivos que elevam o valor do Made in Italy no mundo da moda. Contudo, estabelecendo uma conexão direta entre as marcas apontadas e os eventos correlatos com o sucesso de público (na perspectiva da internet, como apontou a Russh), vemos a importância da força da cultura de moda para alavancar o seu negócio de moda. Exemplos não faltam.


Temos falado constantemente sobre a história do Made in Italy e do Italian Style a partir de seus elementos de força, que são a existência de uma cultura de consumo (a sociedade valoriza a moda local), a trajetória e o legado de produção industrial vinculada a uma artesanalidade precedente, à existência de um ensino de moda legitimado e, claro, à força de uma vida regada à moda, como mil eventos, revistas etc. que colocam a Itália na mídia quando o assunto é moda.


Tudo isso faz com que o produto que é concebido neste contexto fértil e dinâmico tenha uma justificativa que está super alinhada com os valores contemporâneos. Não é só consumir por consumir, mas comprar ou gostar "com propósito", como se diz. Vejamos o caso da Gucci, que traz para passarelas e lojas, campanhas e produtos questões que nos inquietam profundamente: identidade de gênero, beleza, idade, culturas não dominantes etc. etc.


Gucci só tem uma e, portanto, outras marcas falam de outros temas por meio de seus produtos e campanhas, como a questão do fim do uso dos pelos de animais (Moncler) ou do desenvolvimento de produtos com materiais 100% sustentáveis (Valentino). Claro, todo o interesse por essas marcas vai muito além de "causas nobres" e, assim, a escolha certeira do rosto da marca é motivo de notícia e apreço (Zendaya para Valentino, por exemplo) ou as mil e uma collabs inusitadas ou não tanto, com as da Fendi (Ledger) ou da Gucci (Adidas).



Bottega Veneta na Muralha da China


Malabarismos do universo digital ou digitalizado também chamam a atenção - como o fato de a Prada ter desenhado os outfits do Riders Republic - e, principalmente, quando vimos a projeção da Bottega Veneta e frases relativas ao Feliz Ano Novo chinês na Muralha da China. Tudo isso, mostra que o Made in Italy é como um polvo, com pernas em todos os lugares, não deixando de fora absolutamente ninguém. Assim, ser popular na internet, pode ser que sim, que significa ser popular na vida real. Não é por acaso que duas das grandes marcas da lista, foram parar na boca da mídia também em virtude de seus faturamentos anunciados. Quer acompanhar? Siga nosso perfil no instagram que a série toda das marcas e seus feitos está por lá!


Fashion For Future: uma imersão na cultura de moda italiana


A Fashion For Future é uma plataforma de conteúdo, informação e educação em moda localizada em Milão e tem por objetivo tornar mais e mais estreito o contato do Made in Italy com o público latinoamericano. Existem muitas formas de aprender mais e estar em contato conosco, por meio de programas presenciais e a distância.


O nosso curso Os Segredos do Italian Style é gravado e traz a história das principais marcas italianas por meio de sua trajetória de negócios e desenvolvimento de produtos. Você vai entender a diferença entre elas e também as similaridades.


O nosso próximo curso presencial em Milão acontecerá de 10 a 14 de outubro de 2022. É um curso focado no Fashion Styling e você terá uma imersão nesse assunto por meio de aulas práticas e teóricas, além de experiências na rua, visitando museus, lojas e laboratórios de moda onde é produzido o verdadeiro Made in Italy.




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