Percursos do jornalismo de moda





A moda e o jornalismo se encontraram dentro da esfera do consumo. Embora sejam duas áreas distintas, ambas se apoiam e se complementam, na medida em que uma é informação para o consumo e a outra, é uma forma de apresentar ao mundo o que existe para ser consumido. Não é por acaso que a palavra magazine, que foi muito usada para descrever revistas de moda, também descreve um modelo de negócios muito relacionado com a venda de roupas e acessórios, que é a loja de departamentos.


Embora essa seja a lógica mais conhecida da relação entre moda e jornalismo, é certo que, à medida em que a moda é reconhecida por seu valor social e econômico para além de coisas fúteis e femininas ligadas unicamente ao consumo frívolo, ela ganha espaço no jornalismo "sério", saindo das tradicionais seções femininas ou revistas temáticas que marcam a história desse relacionamento. Não é incomum encontrar matérias sobre moda nas páginas ou publicações mais dedicadas ao mundo do trabalho, da economia, da sociedade e de ambiente. O caso da moda sustentável, do abalo da indústria da moda em função da pandemia, da inclusão e representação social, são apenas alguns temas recentes que são atravessados pela moda e podem ser capa de qualquer jornal ou revista, não só de moda.


Mas nem sempre foi assim e, pensar o jornalismo, é uma forma muito interessante de pensar o valor que a informação sobre moda tem em uma sociedade e, no fim, o quanto ela é vista como um conhecimento importante. Por isso, se voltamos lá atrás na história da humanidade veremos que o que poderia se chamar à época de comunicação de moda (ou jornalismo de moda), era, na verdade, um conjunto de imagens e descrições narrativas que apenas "ilustravam" roupas e, pior, assumiam uma postura imperativa: aquela roupa era a que deveria ser usada. Hoje, por outro lado, conteúdos esporádicos e até mesmo com muito pouco profissionalismo são colocados nas redes sociais adjetivados aleatoriamente de jornalismo, ancorados nas possibilidades geradas pelas redes sociais. Finalmente, entre um e outro extremos, encontramos uma história linda, de evolução e revolução, de dar à moda o lugar que ela merece: protagonista na nossa sociedade marcada pela industrialização, pelo consumo e pelo valor da aparência.


É por essa razão que, segundo os maiores especialistas em informação, quanto mais a informação é disponível e acessível, mais a informação de qualidade é valorizada e cara. Por informação de qualidade, no campo da moda, encontra-se a notícia apurada e relevante, a fotografia ideal e bonita, os dados independentes e imparciais e, indiscutivelmente necessário, um texto bem escrito. Sim, pois fazer jornalismo de moda não se resume a repostar fotos de banco de imagens ou que já saíram em outros veículos, mas refletir e comunicar ideias novas e transformadoras.


Se você quiser saber mais sobre a história do jornalismo de moda, leia nosso e-book disponível no site da Fashion For Future. Para acessá-lo, clique aqui.


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