Moda e cinema: distinção social na adolescência da década de 1980


Cena do filme que destaca a importância da roupa na constituição da trama.

O filme A garota de rosa shocking de 1986, é uma típica comédia romântica norteamericana que conta a clássica história de uma menina de hábitos simples e gosto duvidoso que se apaixona pelo típico garoto rico e cheio de exigências - um preppy - devido à sua posição social e sofisticação. A protagonista Andie Walsh, poderia ser descrita, em termos da época, como esquisita ou brega.


Como o título do filme já indica (inclusive no original em inglês Pretty in Pink), a narrativa associa a aparência dos personagens à sua capacidade econômica e, por extensão, à formação dos pequenos grupos e tribos. A roupa é usada para definir o espaço que cada um pode ocupar dentro da escola, que é o ambiente no qual todos eles se encontram. Apesar de compartilhar esse momento, a diferença é explícita e motivação para chacotas e desprezos da parte de uns e de admiração, inveja e sofrimento da parte de outros.


Mas, afinal, o que seria em meados da década de 1980 considerado up ou down? Os meninos ricos se vestem com roupas de marcas mas, principalmente, exibem o estilo jovem homem que se consagraria na década seguinte. Basicamente, blazers de linho desestruturados - mas com ombreiras -, combinados com camisas e calças amplas de algodão, bem casuais. Opondo-se a essa aparência do mínimo esforço para vestir-se bem, embora o rosa domine a paleta, a protagonista compra pelo menos parte de suas roupas em brechós e faz combinações inusitadas e cheias de acessórios: chapéus, óculos, flores, bordados, coletes, lenços e outros elementos nunca faltam em seus looks. Embora seja difícil de dizer hoje se o vestido final, rosa shocking, seria considerado de bom ou de mau gosto à época, é uma espécie de redenção: tem ousadia mas ela está deslumbrante.





Neste filme, além de podermos ver os principais elementos estéticos da década de 1980, das ombreiras ao xadrez, essa não é a razão mais importante para aprender um pouco da cultura de moda contemporânea a partir dele. Se nos lembrarmos que esse é o momento no qual as marcas de fast-fashion começam a despontar e o conceito de "roupa de marca" se dissipa, entenderemos porquê, à ocasião, o fato de ser ousada e criativa ao comprar roupas em brechós não era uma atitude valorizada. Quarenta anos depois, a juventude mudou totalmente de opinião. Identidade e sustentabilidade fazem parte do vocabulário da geração dos millenials.


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